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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

E foi num dia destes, de ventania, que a divindade entrou pela minha janela, e trouxe a beleza de uma folha ainda verde, porém seca, no entanto com cheiro de vida, de terra, de chuva.. de ventania. Não distante, neste mesmo quarto, um vento calmo me trouxe a sabedoria de um dente-de-leão, como o beijo de um amor distante. E penso, quão belo é o acaso - se é mesmo que existe o acaso -, mas a sabedoria do acaso é um destino de portas entreabertas, as quais podemos mirar e mirar, e num belo dia, entrar. E neste dia em que entramos, não seremos nós também, como folhas a entrar em janelas?

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