Uma rosa que, em busca de amor, deu um salto tão grande, que encontrou-se fundida de ponta cabeça, com a própria mãe natureza.
Mas não foi sempre assim, é que ela amava um coração, de pedra eu sei, mas nesta angustia de crescer e ver seu amor cada vez mais longe, ela cometeu um delírio. Agora crescem ambos em direção a terra.
Entende o que eu digo? Um coração de pedra, que não bate mas também não morre, e uma rosa charmosa, que perderia seu brilho caso crescesse ao céu.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Uma rosa que, em busca de amor, deu um salto tão grande, que encontrou-se fundida de ponta cabeça, com a própria mãe natureza.
Mas não foi sempre assim, é que ela amava um coração, de pedra eu sei, mas nesta angustia de crescer e ver seu amor cada vez mais longe, ela cometeu um delírio. Agora crescem ambos em direção a terra.
Entende o que eu digo? Um coração de pedra, que não bate mas também não morre, e uma rosa charmosa, que perderia seu brilho caso crescesse ao céu.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Magoa da Saúdade
O amor existe, e não morre, é como se apenas, a saudade ferisse de tal modo, que o próprio corpo se magoasse, e a ressaca em forma de angustia contivesse todo um ser.
Este ser não tem escolha, a não ser esperar que tal amor reprimido seja então libertado.
O amor reprimido, sua forma saudosa, é tão forte que se liberado poderia destruir toda a Terra. Mas mesmo assim, deve ser chamado de amor, pois é o amor que se transformou em botão, de modo a conter a saudade.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
A margem do mundo
Escondido entre pedras e líquens, aqui, eu observo o que restou, o que é na verdade o segredo da natureza. Onde não há quase vida, onde apenas alguns pássaros se arriscam em abocanhar algum peixe, onde uma cigarra canta baixinho, na tentativa -na verdade, certeza, pois os seres evoluídos desta Terra não possuem dúvidas de suas capacidades- de chamar inúmeras cores, e pios, e gritos e tudo que se mova sem nenhum medo de ser feliz.
Eis que descubro que esta é a verdadeira natureza, aquela que o homem não pode pisar e destruir, que não tem coragem de entrar pois sua pele ficaria gosmenta de mais, eis que descubro que o verdadeiro canto se dá no silêncio. E então uma grande revelação.. bastaria apenas fechar os olhos, não necessitaria destruir para poder encontrar o silêncio de flores mortas. Mas o Homem, esta criança que anda sobre a terra, não poderia entender a cigarra, que canta ainda assim alegre, a margem do mundo.
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