Ela tinha espinhos
Mas não era por querer mal
Era por ter medo do perigo.
A rosa esquecida, enclausurada por espinhos
Vivia amuada, pobre coitada.
Até que um dia um botão,
Cansado de dizer não,
Mostrou sua beleza, graciosa princesa.
E as pessoas encantadas queriam toca-la
Então cortaram seus espinhos,
E a rosa, coitada, ficou assustada,
Pois já não podia, fugir de mais nada.
E o vermelho de suas pétolas, agora murchavam
Jogada no lixo, a rosa encantada.
domingo, 20 de setembro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
Sempre me disseram que sou distraído.
O fato pois, que ao andar nas ruas, tombando com centenas de postes e inofensivos orelhões telefónicos, confirmavam-se as suspeitas.
É que vim de olhos fechados, e em tudo que tocava Deus me dizia que as tocasse com a alma.
De modo que agora, estando de olhos abertos, não sei se vejo o que sinto ou se sinto o que toco.
O fato pois, que ao andar nas ruas, tombando com centenas de postes e inofensivos orelhões telefónicos, confirmavam-se as suspeitas.
É que vim de olhos fechados, e em tudo que tocava Deus me dizia que as tocasse com a alma.
De modo que agora, estando de olhos abertos, não sei se vejo o que sinto ou se sinto o que toco.
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