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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Alma de poeta

O Dr. me disse, não tem cura. Foi o que me disse este nobre sujeito de jaleco branco. -Mas Doutor, o que faço com estes impulsos de recitar sobre a vida? -Papel, caneta.. [Pausa poética] E uma xícara de café.. 3x ao dia. Desde então vivo assim, ao delírio, ao vento. [...] Escrevo.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Penso que tudo deve mudar. A qualquer hora, a qualquer tempo, momento. Mas não penso que a vida deve mudar, como quem afirma: você deve tirar o pijama e colocar uma roupa. Não.. As coisas mudam sutilmente, com o passar das horas e dos pensamentos que nos invadem. Mas sim, algo que tenho pensado ultimamente, as coisas devem ser feitas por você mesmo. De forma que, chega um momento que você percebe, não basta apenas consumir - ideias, estilo, emprego.. -, mas sim criar. Se está insatisfeito, crie, não gostou, crie. Pois o mundo não precisa de cópias, precisa de nós exatamente como somos, somos necessários.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Ao que me puxa

E puxei as mangas como um escritor: Declaro hoje que tudo bem, não me importo mais em esperar - pois com a força, vem a paciência - já esperei por muita coisa. Declaro que nem mesmo a fraqueza do corpo, ou a demência da mente irão me abalar, que nem mesmo a fraqueza de meu espirito cansado possa me derrotar. Declaro hoje, com o direito de quem escreve, que sou forte, e assim devo permanecer. - E que somente a tinta de Deus possa me alterar.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

E foi num dia destes, de ventania, que a divindade entrou pela minha janela, e trouxe a beleza de uma folha ainda verde, porém seca, no entanto com cheiro de vida, de terra, de chuva.. de ventania. Não distante, neste mesmo quarto, um vento calmo me trouxe a sabedoria de um dente-de-leão, como o beijo de um amor distante. E penso, quão belo é o acaso - se é mesmo que existe o acaso -, mas a sabedoria do acaso é um destino de portas entreabertas, as quais podemos mirar e mirar, e num belo dia, entrar. E neste dia em que entramos, não seremos nós também, como folhas a entrar em janelas?

sexta-feira, 25 de julho de 2014

E todos os passarinhos são belos! Mas não foi isso que pensou a pomba urbana, que depois de ter trabalhado duro para tirar uma semente de um buraco do asfalto, um passarinho ter furtivamente levado seu alimento para longe. Será justamente por a bomba ter se tornado urbana, que o pequeno passarinho não a reconhece mais? Ou seria que a pomba não sabe mais como se brinca de esconde-esconde? - Talvez os animais, estes da natureza - Não sobrevivam como nós, apenas vivam.
Ela se sentou perto dos pássaros, pois isso lhe fazia bem.. Naquele dia no entanto, descobriu que eles não fugiam, não importava os gestos e risadas, pois o que os pássaros escutavam naquele momento, ninguém mais escutava, que eram as canções ditas pelo próprio coração. É que naquele dia, os pássaros entenderam que os tais humanos também sabiam falar sua língua, e que aquele violão no colo da menina, nada era parecido com o terrível cortador de grama. Falavam enfim, a mesma língua - A língua dos corações.

domingo, 9 de março de 2014

Ouço por ai, que a palavra é magia. Mas minha escrita é poesia, e não sou feiticeiro, pois nada me escuta, a não ser minha vontade de papel e caneta. Pois digo assim, se enfeitiço, enfeitiço a mim mesmo, pois de meus pensamentos é que escrevo, e então eu mesmo leio, de modo que o fascínio que me persegue vem de descobrir a mim mesmo, pois este estranho que me habita, fala-me por palavras, e me faz pensar, que sou ele -eu-, e vice e versa.