Ouço por ai, que a palavra é magia. Mas minha escrita é poesia, e não sou feiticeiro, pois nada me escuta, a não ser minha vontade de papel e caneta.
Pois digo assim, se enfeitiço, enfeitiço a mim mesmo, pois de meus pensamentos é que escrevo, e então eu mesmo leio, de modo que o fascínio que me persegue vem de descobrir a mim mesmo, pois este estranho que me habita, fala-me por palavras, e me faz pensar, que sou ele -eu-, e vice e versa.